Panorama da Cultura Conquistense

Por Marcelo Lopes

Há alguns dias fui procurado pela estudante de Comunicação Social da Uesb, Ana PaulaMarques, para que pudesse colaborar com uma matéria que, no seu escopo, tratará das eleições municipais. No que cabia a mim e a outros entrevistados, a estudante solicitou que respondêssemos um questionário sobre a Cultura no município de Vitória da Conquista.

Como a matéria, que sairá na próxima edição do “Oficina de Notícias” – jornal produzido pelo curso de Comunicação – terá outros contornos além do que respondi (e do que devem ter respondido os demais entrevistados da área) resolvi publicar o conteúdo da minhas considerações no Blog, com a anuência de Ana Paula e sem prejuízo ao material que ainda será publicado.
Acredito que no conjunto o texto dê um panorama interessante sobre nossos sonhos e dramas.
Como você avalia o atual cenário cultural de Vitória da Conquista?
Na última década Conquista alcançou um crescimento considerável na dinâmica da sua economia cultural. O volume de investimentos no setor cresceu proporcionalmente tanto no ponto de vista de iniciativas privadas, sobretudo em apresentações musicais e espetáculos de teatro, por exemplo, quanto realizações de natureza pública, via projetos de execução direta da administração municipal, estadual ou federal e/ou por meio de aprovação em editais por entidades diversas do terceiro setor.
O fato é que este desenvolvimento tem características que evidenciam a dimensão da responsabilidade da cidade como pólo regional, como terceira maior cidade do estado, mas ainda muito longe de uma política cultural que estimule, regule ou mesmo imprima um rosto daquilo que é potencialmente um caminho viável para uma economia criativa forte.
Na sua opinião, o poder público cumpre as funções de incentivar, valorizar e fomentar a cultura em Vitória da Conquista?

Há de se partir do princípio que não existe política para a cultura em Vitória da Conquista. Isto é visível. Os eventos que a cidade realiza – Natal, São João e mais recentemente o Festival da Juventude – por mais que possam oportunizar a população ver artistas para sensibilizar, educar a população, além de estimular alguns espaços para expressões tradicionais como o reisado, são apenas eventos e não passam disto.

O poder público, para além destes eventos (que não deixam de ter seu valor e ser um diferencial no painel geral do estado), não leva a cultura tão a sério quanto deveria. Seguem as principais razões:
  • A secretaria responsável por cuidar desta área é, no corpo organizacional da administração pública, um super-orgão: cuida da cultura, do turismo, do esporte e do lazer, todos de forma insatisfatória e vaga. E ainda tem um dos menores orçamentos do município. Nestes termos, não há como articular tamanha responsabilidade num só orgão nem focar os esforços de um corpo de servidores exclusivamente na área da cultura. Ou do Esporte. Ou do Lazer. Ou do Turismo.
  • O Conselho Municipal de Cultura não existe – pelo menos em termos práticos – seus membros, além de desconhecidos, já tiveram seu prazo legal de exercício vencido há anos. Sem falar que a legislação que cuida deste e outros órgãos que dariam vazão à implementação da atual proposta do governo federal de um Sistema de Cultura, com o Fundo de Cultura e outras funcionalidades, é da década de 1980 e é tão obsoleta quanto anacrônica.
  • Não existem diálogos reais de forma efetiva mediados pelo poder público com setores da cultura como o teatro, a música, o audiovisual, a dança e demais expressões, tanto no ponto de vista do da articulação com o município quanto com o estado e a federação. Atividades como os encontros setoriais ou estaduais de cultura de cultura, repetem-se com as mesmas reivindicações todos os anos desde a sua primeira realização e não avançam em praticamente nada no cotidiano da área cultural em Conquista.
O poder público se preocupa em preservar a cultura popular local?
Acredito que sim, mas em dimensões muito pontuais: algo na música regional, pouco nas artes plásticas e no patrimônio imaterial (como o reisado e as tradições juninas). Mas não tem olhos apontados para as implicações do novo no audiovisual, no teatro, na dança, por exemplo, que representam hoje expressões de destaque como artes que dominam uma linguagem mais moderna no município. Falha na formação profissional de novos agentes e produtores culturais de modo contínuo, realizando (quando de fato realiza) sempre mais da mesma coisa. É preciso ter em conta que uma cidade como a nossa ainda é marcada pela divisão simbólica e concreta da “Avenida Integração” na sua própria noção de cidadania. O lado leste, onde se localiza o setor “nobre” do município rivaliza com o lado oeste até mesmo na forma como é percebida pela administração municipal: observe que não existem equipamentos culturais públicos no lado mais populoso do município. O que falta precisamente é um planejamento sistemático e vontade efetiva de realizá-lo. Se assim não for, tudo vai continuar sendo improviso e ideias soltas.
Como é a relação com o poder público e com as empresas privadas se tratando de investimento em iniciativas culturais?

Praticamente nulo. O diálogo, quando existe, é pontual e efêmero. Na realização de atividades culturais a iniciativa pública tem muitas vezes a necessidade dessa parceria, mas não se articula de modo eficiente. Já a iniciativa privada, mal enxerga a possibilidade real desta relação, limitando-se a compreendê-la, na maioria das vezes, apenas como uma forma de reduzir custos.
Muito pior é a compreensão do empresariado sobre o apoio a atividades culturais. A utilização de mecanismos de incentivo fiscal é rara, por desconhecimento, por resistência e por uma prática ainda comum – mas extremamente amadora – de confundir patrocínio com apadrinhamento, sem que aí exista de fato uma relação comercial com benefícios para as três partes envolvidas: o empresário, o produtor cultural e a população. Eventos de grande porte como o Festival de Inverno e outros shows de nomes conhecidos nacionalmente têm mídia forte o suficiente para a venda de cotas que ajudam a pagar o investimento, mas isto é exceção.

Outro problema grave é o perfil do produtor cultural que atua nestas duas frentes (pública e privada). Como a referência maior de captação de recursos para cultura nas duas últimas décadas são os editais, alguns produtores passaram a procurar compreender melhor estes mecanismos e sua linguagem para ter acesso a estes investimentos. No entanto, do pouco percentual que consegue alcançar aprovação, um número ainda menor se preocupa conscientemente comas regras da gestão destes projetos. Não raramente um projeto mal executado, na sua prestação de contas, o inabilita a captar recursos novamente. Isto é ruim para o produtor, para o empresário que aposta e para muitas boas ideias que deixam de ser realizadas junto à população. A falta de um mercado profissional e capacitado em Conquista é decorrência da ausência de ação reguladora do estado, seja na instância estadual, federal, mas principalmente municipal, já que é o órgão de contato direto no município.

E com os meios de comunicação? Existe espaço para a divulgação de eventos públicos e/ou independentes?
Os meios de comunicação têm um papel fundamental na disseminação de novos espaços. Os veículos tradicionais têm oferecido com regularidade certa atenção a estes eventos, mas o diferencial que marca definitivamente este cenário atual é ocupado pela mídia independente, dos blogs, das redes sociais (que vinculam textos, imagens, áudio e vídeo) e que demovem um numero interessante de pessoas, ocupando nichos antes restritos apenas a amigos e colegas de uma mesma tribo. Estes novos pontos de informação geram curiosidade, hábitos e mobilizações que já fazem parte da forma de consumir cultura nos dias de hoje.
Qual a sua opinião sobre a política de editais realizada em Vitória da Conquista?
Ainda muito primária, resultado das deficiências decorrentes da própria ausência de uma política cultural na cidade. Como afirmei, sem planejamento, não há articulação, sem articulação não há vontade política viável, e sem isto restam apenas poucas alternativas concretas, todas pontuadas pelo improviso num cenário desfavorável.
Para além disto, os editais que oferecem de fato algo palpável são de ordem estadual, federal e de investimentos de outra ordem.
Você acha que os projetos, eventos e iniciativas culturais públicas e privadas que acontecem na cidade são acessíveis? Os eventos são descentralizados?
Na medida do fluxo de atividades realizadas, acredito que temos um acesso razoável comparado a outras cidades do estado (em número e diversidade), mas longe ainda do que é possível. A iniciativa privada poderia manter preços mais acessíveis a eventos se o mercado produzisse um número maior de realizações alternativas e se estruturas como o aeroporto da cidade oferecessem condições de tráfego mais adequado, condizente com o porte do município, facilitando o trânsito de pessoas, bens e serviços.
O crescimento de pontos culturais independentes, sejam estes como realizadores ou como locais de atividades culturais, descentraliza sim o número de eventos, mas a falta de espaços alternativos com estrutura adequada para realização de eventos com necessidades específicas, bem como o número de profissionais capacitados para tanto, ainda é um obstáculo estratégico ao desenvolvimento do setor.
Marcelo Lopes
Sobre Marcelo Lopes 263 Artigos
Historiador, produtor cultural, escritor, artista gráfico e técnico-analista em projetos culturais.

11 Comentários

  1. Destaco que as produções culturais dependem de como são efetivamente abstraídas e/ou consumidas pela população.
    Sempre localizei um freio constante na difusão da arte produzida por aqui e por outros interiores.
    Já participei de várias reuniões, seminários, conferências, e demais eventos que sinalizam preocupações com o fazer artístico; a cadeia produtiva não para. Isso é fato. Como também é fato que não conseguimos avançar no processo de articulações para escoamento das produções (caracterizadas como mercadorias ou não). E esse problema não é promovido pela simples ausência de alguns artistas nessas reuniões. É antes, pela simples falta de uma compreensão da rede e a falta de compromisso dos diversos setores (privados inclusive) para com nossas produções.
    Sei que ninguém quer assumir a culpa desse processo histórico que aponta numa direção só: as relações de consumo. E diga-se de passagem, um consumo ditado e ditado sempre pelos meios de comunicação.
    Não adianta muito a classe artística se unir, sem que haja presença dos demais articuladores (não somente gestores de cultura), que não raro são convidados a comparecerem nos eventos culturais da cidade; mas, com raríssimas exceções, não comparecem.
    Temos aqui processos de formação em arte-educação que também são referenciados em todo o Estado. Mas, formamos artistas para depois os mostrarmos onde e para quem?
    Os mecanismos difusores que temos por aqui reproduzem essa lógica colonialista que expressa claramente a concordância com os centralismos e com a “verticalidade”… e ainda promovem eventos que também claramente excluem os artistas locais.
    Infelizmente, não vejo também essa discussão ser levantada nas academias com os devidos cuidados. Sim. Levanto isso por que passei pela academia e vou continuar passando. E o que vi, foram alguns apontamentos, levantados por poucos educadores que se preocupam em como aplicar os fundos destinados à cultura. Tais fundos acabam por serem destinados a eventos pontuais como o próprio FIB. Que diga-se de passagem, nunca pisei os pés por lá; por simplesmente não concordar com a excludência das expressões locais. Bem como, por não concordar com o que levantam como “diversidade”, uma vez que estão trazendo expressões artísticas(?) iguais; também com pouquíssimas exceções.
    Os demais setores ligados à educação nem sequer levantam a possibilidade de fazer com que seus alunos (e professores) observem tanto a sua cultura quanto os problemas que a contornam.Os congressos de educação que o digam.
    Creio que temos setores que podem resolver isso, mas não de forma imediata e nem isolada. É o conjunto; é a rede. Mas, somente quando não mais cometermos a falha de continuarmos difundindo o que o mercado dita.
    Para ser mais claro, vou citar aqui o que já ouvi de várias pessoas ligadas à cultura: “vocês não aparecem na televisão (globo)…”. Não é somente o efeito efêmero da frase e nem a importância(?) de quem disse, que eu abstraí. Foi a compreensão de que essa história só pode mudar quando se colocar em prática o sentido da descentralização, da descolonização, da valorização, entre outros termos tão citados, por enquanto e tão somente, no discurso.
    Isso muda também a partir do olhar de quem está nos setores ligados à gestão de cultura – e não somente dos setores ligados ao poder público, afirmo. Em outras palavras, não é somente a gestão pública que pode pensar e encaminhar um calendário cultural para que atenda verdadeiramente toda variedade de produção artística da cidade.
    E eu me refiro à produção artística. Não a uma ou duas linguagens somente; um ou dois nomes somente… uma ou duas cortes!

    • Ney, como geógrafo, além de Marcelo no campo da comunicação, saibam que suas questões irão contribuir muito para reflexão e planejamentos estratégicos. Em 2013, muitas cidades no Brasil irão ter formado o Sistema Municipal de Cultura, com plano De Cultura. esse processo está se movimentando e deverá entrar em vigor esse ano, pois nada poderia ter sido feito antes das aprovações das Pecs. Cultura em processo de sistematização para atingir a muitos dos pontos que qui são abordados, a partir de análises e formulações técnicas. a parte criativa é por parte dos artistas. Planos são ferramentas, mecanismos para garantir uma gestão mais apropriada ao nosso tempo.

    • Saudações.
      Somente uma correção, amigo João.
      O curso de Geografia confere uma visão muito mais ampla, é certo.
      Mas, as preocupações que destaquei, são realmente de quem faz parte do cenário artístico da cidade e que participa também dos processos políticos culturais desde sempre.
      O processo criativo dialoga imediatamente com o espaço e seu teor histórico.
      Acrescento que um espaço que não dinamiza seu conteúdo (seus condicionantes sociais), há de se configurar como vazio, tal e qual o que imaginamos ser o lado escuro da lua…
      E esse nosso território apresenta sua dinâmica sóciocultural desde sempre, com todos os conflitos e demais elementos que o caracterizam como ponto de convergências e de grandes eventos.
      Mas, uma característica bem peculiar é que o grande volume de arte concebida por aqui não conseguiu ainda ser percebida pelo município, também como grande evento, exatamente pela lógica colonialista (insisto) que ainda permeia pelo inconsciente coletivo.
      Ou seja, os aparelhos que estão à frente e responsáveis por essa fruição, sequer se dão ao trabalho de perceber de forma ampla, meios de criar corredores, vitrines, mecanismos enfim que diminuam ou remodelem essa lógica vertical e centralista.
      De forma que o cenário artístico vai muito bem, somente no quesito “criação e sobrevivência da obra”. Mas, a circulação, difusão, fruição dessas, fica por conta do suor do próprio criador e dos meios alternativos…
      Continuo afirmando que de nada adianta o PNC, se não pensarmos e dialogarmos de forma equânime e constante com a cultura local, da mesma forma em que se dialoga com as produções nacionais e/ou internacionais.
      E esse diálogo dista em muito dos setores responsáveis pela gestão cultural “comprar nossos produtos”, ou de promover espetacularizações, mega-shows ou coisa do gênero.
      Antes, começa pelo respeito às propostas dos atores culturais daqui. Tradicionais ou não; autorais ou não; que tenham sido veiculado pela grande mídia ou não…

  2. Por isso, sei bem que não falo (nem falei) sobre uma verticalização da cultura, mas digo que é preciso ir além de realização de eventos (que é onde vamos mais longe). É preciso uma articulação viável que vincule num só plano municipal a preocupação existente de reavivar as tradições populares, o oferecimento de subsídios institucionais por meio de editais municipais ligados a um Fundo de Cultura, a capacitação e profissionalização de atores culturais, a diversificação dos equipamentos culturais tb para o lado Oeste da cidade, o mapeamento das nossas manifestações culturais (para além do que sai à rua), enfim, um plano que enxergue todas estas nuanças que estão aí, povoando o dia-a-dia da realidade local e que ainda não foi alcançado pelo poder público.
    A cidade (a população principalmente) não conhece nada além dos eventos, pq o que existe para além deles, nas políticas do Sistema de Cultura na escala municipal, ainda não saiu do papel. Sou conquistense e vivo aqui esta mesma realidade cultural de vcs e de muitos outros, e esta minha visão (que provoca este debate) não se prende a vertente e/ou pretensão alguma além de contribuir para que daqui a mais 5 ou 6 anos esta não seja a mesma conjuntura que debateremos, como foi a 5 ou 6 anos atrás.
    Não sei contribuir com nada apenas concordando. Espero que os pontos levantados aqui possam ser provocações para reflexão e avanços.

    Abraços

    • Me perdoe por responder tão tardiamente, mas tenho ficado mais na “real” que na “virtual”.
      Uma questão que não ficou clara para mim, mas que seria interessante que você esclarecesse, é como foi seu contato com o sistema Municipal em formação, construção do Plano Municipal de Cultura, quando o secretário te pediu para que trabalhasse com exclusividade nesse processo, quando você passou aquele período na Régis Pacheco?

  3. Concordo em parte com o que vcs dizem, João e Victória. Acho que Vitória da Conquista ainda é um desperdício. Embora esteja há uma distância considerável da esmagadora maioria das cidades do interior, seu potencial é enorme (e esta visão não é fruto de uma vivência virtual, mas de transitar em espaços de cultura além do institucional), mas pecamos em muitos pontos estratégicos.
    Do ponto de vista dos agentes e produtores culturais, continuamos a viver nos nossos guetos: os da música, os do teatro, os das artes plásticas, os do audiovisual etc., todos vivendo muito mais as preocupações dos seus nichos e menos a procura de uma perspectiva aberta, institucional e profissional para a cultura. Esse diálogo entre as artes é apenas aparente, mas é visível nos próprios fóruns de cultura, pelas reivindicações e principalmente pelas ações coletivas. São falhas que precisam ser revistas, pq na cultura não tratamos de competições, mas de somas.
    Do ponto de vista institucional, reforço a ideia de que não há a execução de um planejamento visível, que não avançamos. Conheço as políticas do Sistema Nacional de Cultura nas suas dimensões federal, estadual e municipal desde as primeiras ações e acredito mesmo que, embora não tenhamos um momento tão favorável hoje na gestão de Ana de Holanda, a lógica do sistema ainda é a mais viável que já vimos.

  4. Parece que você tem ficado muito na net e pouco na cidade, digo, in loco.
    Sua opinião, ao meu ver, tem coisas certas que apontam problemas estruturais, embora seja superficial em relação às manifestações culturais, sem definir os planos e campos que a cultura abrange em sua transversalidade, além de não refletir um acompanhamento do sistema nacional de cultura, sistema estadual e municipal.
    Um plano cultural não pode ser algo imposto, de cima, dos pensadores da cultura como sendo um método bem arcaico de política. Se fizer um acompanhamento mais aprofundado, no ponto de vista da configuração nacional, você poderá encadear as ações que visam esse diálogo, bem como os problemas que dele reincidem, na miopia dos que não enxergam o todo em volta, e que, desacreditados, como todo brasileiro imprevidente, não entendem quais os mecanismos seguros para construção de uma política cultural. Sugiro acompanhar os encontros do Fórum de Cultura, saber como que temos nos mobilizado para planejar a cidade para os próximos dez anos.
    Política Cultural é um processo contínuo de construção e aprimoramento, não um termo engessado e burocrático, ou apenas figurativo. Tem que ser lei, plano e ação.

    Me desculpe se não concordo com a matéria. Mas é necessário divergir. Todavia, é muito melhor saber o que pensam, sempre.

    Abraço

    • Moro em Salvador, porém parte da minha família mora em vitória da Conquista e quando vou visitá-los fico encantada com a diversidade cultural que é apresentada em Conquista. Concordo com João Omar, pois a cultura deve ser pela diversidade e isso aí é visível.Na Bahia nunca vi um Natal tão bem planejado para o público. Parabéns!

  5. Achei muito pertinente tudo que você falou, mas acho que falta uma mobilização por parte dos artistas e agentes culturais conquistenses. Vejo que nos encontros onde se fala de politica cultural e sistematização da mesma, não aparece ninguém, isto fragiliza os poucos gatos pingados que estão ali debatendo. Que tal participar mais?

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