Mini-curso sobre Hitchcock no Festival da Juventude

Por Marcelo Lopes

Cinema é, antes de tudo, uma linguagem. O suporte é industrial, o conceito é artístico, mas, em última instância, o que melhor define esse universo mágico de narrativas é o entendimento de que se trata, de fato, de uma linguagem.

Assim, para contar aquilo que imagina, com temas reais ou de puro delírio, o ser humano encontrou no cinema um mundo de realizações. Tornou-o um porta-voz sem igual, o apresentador e o apresentado, o mestre de cerimônias e a cerimônia em si, o narrador e a narrativa, forjado, desde o princípio, para falar ao imaginário de milhares de pessoas. Inúmeros foram os mestres desta linguagem: Griffith, Eisenstein, Buñuel, Chaplin, Welles, Kurosawa. Todos, a seu tempo e em contextos próprios, fizeram da arte de contar histórias pela imagem e pelo som, um exercício da fantasia submetido à técnica. Um dos mais emblemáticos, entre estes gênios do cinema, foi o inglês Alfred Hitchcock.

Comumente conhecido como o mestre do suspense, Hitchcock foi muito além do simples rótulo que se colou a seu nome: para além dos sustos que pregava, foi responsável pela criação de uma forma didática de contar as histórias que criou, estabelecendo métodos, formatos, técnicas, com a única – e primordial – finalidade de conduzir o público às emoções que determinava, como um maestro regendo uma orquestra. Sua trajetória se confunde com a própria história do cinema: passou pelos primeiros instantes em que o teatro e a sétima arte se confundiam, viveu e acompanhou o cinema mudo, as imagens preto e branco, rendeu-se (ao seu modo) ao som e à cor, moldou-se à linguagem híbrida e mais moderna proposta pela televisão até, por fim, construir, com sua personalidade no mínimo inusitada, uma obra reverenciada e que ainda hoje faz escola entre os grandes cineastas que vieram depois dele.

Hitchcock e sua forma única de construir história é o tema do mini-curso que estaremos ministrando, a jornalista Luciana Oliveira e eu, no próximo dia 12 de Maio, às 14h, no Centro de Cultura Camillo de Lima, como parte da programação do II Festival daJuventude, promovido pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. “Alfred Hitchcock e a construção da narrativa cinematográfica” é a segunda parceria do Instituto Mandacaru com a PMVC na promoção de oficinas de cinema no Festival; a primeira, em 2012, tratou do cineasta Quentin Tarantino. Vale conferir.

O QUE: Mini-curso Alfred Hitchcock e a construção da narrativa cinematográfica
QUANDO: 12 de Maio de 2013
ONDE: Centro de Cultura Camillo de Lima
COMO: (77) 3424-8594 | 3422-8215 / festivaldajuventudevc@gmail.com /
http://www.pmvc.ba.gov.br/festivaldajuventude/?page_id=466#wpcf7-f1-p466-o1
Marcelo Lopes
Sobre Marcelo Lopes 262 Artigos
Historiador, produtor cultural, escritor, artista gráfico e técnico-analista em projetos culturais.

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