Maciel Junior: 30 anos de profissão no ar

16 de julho de 2016

Por Marcelo Lopes

Em 1986 não havia internet para nós, meros mortais. Nem celular. O muro de Berlim ainda não tinha caído. O cometa Halley tinha passado há apenas um ano. Ainda se usava kichute e All Star cano longo. Na TV, as pessoas assistiam a novela Selva de PedraCavaleiros do Zodíaco e o Xou da Xuxa tinha acabado de estrear. Domingo não tinha nada de Faustão: a pedida era o Programa Silvio Santos (tal qual Mun-há, o de vida eterna) e Os Trapalhões.

Nos cinemas eram exibidos Top Gun – Ases IndomáveisAlien – Oitavo Passageiro e Curtindo a Vida Adoidado. Não muito longe disso, nas rádios, os mais recentes sucessos iam de Eduardo em Mônica (Legião Urbana), London London (RPM) e Alagados (Paralamas) até Take My Breath Away (Berlim), Papa Don’t Preach (Madonna) e True Colors (Cindy Lauper). Sertanejo era, no máximo, Chitãozinho e Xororó, logo atrás de Tonico e Tinoco.

551126765-nos-anos-80-era-assim-691x479Esse climão-nosltalgia todo é pra dizer que há exatos 30 anos, o mundo tinha outra percepção de si mesmo. E muito dessa forma de se enxergar passava – como ainda hoje passa, até de forma mais contundente – pelos meios de comunicação e pelas pessoas que fazem essa roda de informações girar cada vez mais rápido.

Nesses mesmos anos 80, quando as rádios, suas estruturas e programações, ditavam o que se ouvia pelo país, mobilizavam pessoas, agitavam os lançamentos de bandas e seus LPs (objetos musicais que eram como o CDs, só que pretos, feitos de acetato, maiores e mais divertidos), o papel dos radialistas eram centrais.

Não conseguiria falar desses inúmeros seres das ondas do ar existentes por aí e suas histórias, por isso, para prestar uma homenagem justa, resolvi falar de apenas um e do seu aniversário. Uma trajetória iniciada desde lá, de 1986 e hoje com três décadas de profissão: Maciel Junior, radialista, comunicador de mão cheia em Vitória da Conquista, Bahia. Ele faz parte de um parcela importante da comunicação regional, responsável por manter no ar, além uma alegria sincera, muitas histórias de generosidade, competência e ideias criativas que movimentam a cidade há muito tempo.

Maciel-Júnior-300x206Filho de radialista – o grande Edson “araponga” Maciel – Maciel Junior já atuou em vários veículos, da Rádio Clube à Band, da Transamérica à sua dedicação mais recente, o projeto da Mega Rádio, totalmente ancorada no suporte virtual.

Maciel e seus colegas mantiveram durante anos o traço forte da criatividade, criando eventos que mexiam com todos: as inesquecíveis Gincanas, as coberturas de micaretas, tornavam-se personagens de si mesmos. Maciel ajudou a manter no ar programas repletos de informação e comédia, circulou por espaços como mestre de cerimônia e produtor de eventos. E, sua cabeça nunca para de criar.

58b30f7f462b1a695cd674efaba06a8cNo último dia 8 de julho, Maciel reuniu alguns dos amigos no Programa Happy Hour, que apresenta na Mega Rádio, para falar de histórias, lembrar episódios, receber mensagens de parabéns e, lógico, rir muito.

O Sintoma de Cultura esteve lá e deixou seu abraço, que depois de bem apertado, se transformou em registro nesse vídeo que se estende homenagem ao amigo e ao profissional.

Valeu, Maciel. Muitos mais sucessos pra tocar daqui pra frente.

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